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ISSN 1982-8802 |
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Ano X | Publicação Semestral |
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.doc recomenda! |
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Adorno: o Poder Educativo do Pensamento Crítico Antonio Alvaro Soares Zuin, Bruno Pucci e Newton Ramos de Oliveira Vozes, 2003 O presente trabalho traz os elementos básicos para a compreensão da alguns dos traços gerais dos estudos críticos de Adorno que, a partir de fontes marxianas, dialoga com significativos estudiosos da modernidade fazendo análises rigorosas do ser humano e do mundo como realidades interagentes; oportunidade para enriquecer a compreensão dos problemas educativos em nosso país. |
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Crítica Dialética em Theodor Adorno - Música e Verdade nos Anos Vinte Jorge de Almeida Ateliê, 2007 A participação de Theodor Adorno no debate crítico sobre o modernismo e as vanguardas – focada nas questões do Expressionismo, do Neoclassicismo e da Nova Música, durante a República de Weimar – é o ponto de partida para o estudo de Jorge de Almeida. O texto apresenta uma minuciosa análise da relação entre teoria crítica e estética filosófica na obra do pensador alemão. Em vez de permanecer nas discussões abstratas que ainda norteavam as estéticas de Kant e Hegel, o livro recupera o sentido da reflexão estética de Adorno em um momento, após o Romantismo, em que "a reflexão sobre arte não podia mais ser feita a partir de fora, a partir de conceitos genéricos de estilo". Jorge de Almeida nos apresenta, assim, as condições históricas para o desenvolvimento da própria idéia de "crítica imanente", que recusa a abordagem do objeto a partir de métodos e conceitos previamente definidos. Ou seja, a compreensão do objeto estético, seja música, literatura ou pintura, passa a implicar um constante redimensionamento dos próprios parâmetros da crítica e da reflexão sobre a arte. Como diz o crítico Roberto Schwarz, na apresentação do livro: "A profusão de argumentos decisivos, derrubando-se uns aos outros, o confronto entre obras capitais mas ainda não consagradas, os artistas e críticos em vias de se tornarem os grandes nomes do século, a guerra pelo controle das revistas de arte, tudo isto, mais os argumentos de Adorno a respeito, forma um espetáculo de sumo interesse, apresentado com mão de mestre". |
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O Trote na Universidade: Passagens de um Rito de Iniciação Antonio Alvaro Soares Zuin Cortez, 2002 Retomando reflexões elaboradas por Adorno a partir das perspicazes análises sobre a condição humana, feitas sobretudo por Freud e Nietzsche, Antônio Alvaro Soares Zuin descreve o trote atual como mais um rito sadomasoquista de integração, explicitando para os educadores as contradições de nossa contingência humana e os laços arquetípicos que nos mantém encalacrados na barbárie, incapazes que somos de rompê-los e nos libertarmos desses grilhões que continuam dificultando a construção do humano entre nós. Este pequeno livro não é apenas o registro de uma análise rigorosa e crítica do trote universitário, trata-se de uma reflexão serena e firme sobre a própria formação humana, naquilo que ela tem de mais precioso: o poder de transformar os indivíduos em pessoas dignas. |
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Genealogia Dialética da Utopia Carlos Lima Contraponto, 2008 Na contramão do pragmatismo – poderíamos dizer, do cinismo – dos tempos atuais, Carlos Lima apresenta um texto sobre a utopia. Revisita os clássicos para relembrar o imperativo de um mundo melhor. Revê Benjamin, Adorno e Luckács, entre outros. E adentra a literatura: Baudelaire, Rimbaud, Vallejo, Mário de Andrade. “Este livro”, diz, “é uma ponte sob a qual corre o fluxo de um rio poderoso, que é o rio da amizade – o principal formador do grande oceano da utopia.” Utopia é ou + topos, lugar nenhum, não-lugar. Ela nos fala de uma insatisfação permanente, uma subversão permanente, na eterna busca do lugar-bom, a casa do homem. “A utopia”, diz o autor, “é a arqueologia do amanhã; o utopista é um arqueólogo do futuro.” Travessia, fronteira, passagem, errância. “A filosofia terá a consciência do amanhã, o princípio do futuro, o saber da esperança, ou não terá saber algum”, escreveu Ernst Bloch. Carlos Lima reconstitui como se formaram os paradigmas utópicos desde o momento grego até o século XX. O começo é a utopia platônica: “Um outro mundo acima deste, acima do próprio céu, que nunca foi cantado ou será cantado por nenhum poeta, o mundo da essência, o mundo onde a realidade, sem forma, sem cor, impalpável, só pode ser contemplada pela inteligência, onde se contempla a verdadeira ciência, a verdadeira justiça, a verdadeira sabedoria.” A seqüência é a crítica. Em Aristóteles, o homem já é um ser social: aquele que se coloca fora do Estado “ou é um ser degragado ou um ser superior”. Seguem-se análises sobre Thomas Morus, criador do conceito moderno de utopia, Rabelais, criador da contra-utopia, e Thomas Münzer, defensor de uma teologia revolucionária que projeta uma nova imagem de Deus no homem e do homem em Deus. Rousseau traz a utopia do cidadão. Anuncia que falará do humano do homem e do homem natural e defenderá a causa da humanidade. Ao mesmo tempo, descreve que há na espécie humana dois tipos de desigualdade: uma estabelecida pela natureza e outra que é moral e política. Depois dele vem Marx, que supera Saint-Simon, Owen, Fourier e transforma a utopia socialista em uma utopia concreta, que aponta um sujeito, o trabalhador. Fundamenta a crítica contra a alienação do homem diante da história, da religião e do Estado. Busca explicar a formação das idéias a partir da prática material: a força motriz da história não é a crítica, mas sim a revolução. Por fim, é na arte que Carlos Lima vai localizar a utopia: “A poesia é um mistério. Toda poesia é o mistério do encantamento do ser que [...] se faz linguagem. A decifração desse mistério é uma das tarefas da crítica, a missão verdadeira da crítica consiste nessa decifração.” O livro termina na América Latina, que já foi vista como a terra sem mal. Para afirmar, claramente, o eterno sim do ser. César Benjamin |
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Editor
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Eduardo Guerreiro B. Losso
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