ISSN 1982-8802

Ano X | Publicação Semestral

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Filosofia

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Estética

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Cosmologia

Marcelo Diniz

7Letras, 2006

Resenha de coleção Guizos / Jornal do Brasil - Caderno Idéias (12/05/05)

POESIA QUE RESSOA - COLEÇÃO GUIZOS, DA 7LETRAS, APRESENTA NOVOS AUTORES E RECUPERA A PRODUÇÃO DOS ANOS 70 - Mauricio Vasconcelos (Escritor)

(...)Realizações como a de Diniz fazem valer a coleção, o livro e a poesia, em sincronia - e, também, em descontinuidade - com o que se forma na passagem dos tempos, no milênio, em seu início.

De um modo muito curioso, o livro de Diniz cria elo com uma certa dimensão cosmológica/cosmogônica descortinada por Afonso Henriques, em sua estréia - como diz o título publicado em 1975, através da fratura, dos restos e do mix de temporalidades e dicções (do romantismo radical de Hölderlin ao universo do pop). Ainda que por trilhas diferentes daquelas trabalhadas por Marcelo Diniz, é importante captar essa acentuação do cósmico.(...)

A filha do escritor

Gustavo Bernardo Krause

Agir, 2008

No centenário da morte de Machado de Assis, o maior escritor brasileiro, o romance de Gustavo Bernardo representa uma nova leitura, literária, da obra do Bruxo do Cosme Velho. Metaficcional, A filha do escritor narra a história de um médico psiquiatra que trata de uma jovem que imagina ser filha do escritor, num diálogo com um dos textos mais conhecidos e atuais de Machado, O Alienista. Além disso, Gustavo Bernardo consegue prender o leitor com um enredo repleto de pistas, com um final surpreendente.

Retrato desnatural: Diários - 2004 a 2007

Evando Nascimento

Record, 2008

Para que escrever livros numa época de cultura digital? Esta sutil e persistente questão é colocada neste livro extremamente original.

Jogando com diversos gêneros, a história começa sob aparência de poema, no ano de 2004. Seguem-se relatos, registros de conversas, anotações, crônicas, e-mails e curtos ensaios, que mostram a perplexidade reinante neste novo cenário globalizado.

Cinemateca

Eucanaa Ferraz

Companhia das Letras, 2008

Cinemateca é o quinto livro de Eucanaã Ferraz, um dos mais destacados poetas surgidos no panorama da literatura brasileira das últimas duas décadas. O volume vem se somar a Livro primeiro (1990), Martelo (1997), ao premiado Desassombro (2002) e a Rua do mundo, este publicado pela Companhia das Letras em 2004.

Luz e amplitude dão corpo aos poemas de Eucanaã Ferraz, composições atravessadas por uma incidência de claridade que ilumina a arquitetura do mundo e define os contornos da realidade.Uma rua, um prédio, o céu azul, a leveza de uma valsa, o fado do boi ou fotogramas de memória se organizam em torno de certo ritmo poético característico do autor, a um só tempo prosaico e musical.

O poeta direciona sua escrita, de grande habilidade pictórica, para aquilo que lhe interessa compartilhar. O trabalho, as cidades, as recordações de infância, a arte, o sonho, o amor e suas instabilidades concorrem para compor imagens nesperadas.

Coloquialidade e humor sutil sobressaem em composições talhadas pela descrição apurada e por um sentimento de passagem do tempo que confere densidade ao agora.Como cineasta ou — em companhia do leitor — como cinéfilo, o poeta quer surpreender o efêmero, fruir a gratuidade da beleza e, assim, tentar capturar a vibração do instante.

 

Editor | Eduardo Guerreiro B. Losso
Contatos | revistapontodoc@gmail.com