ISSN 1982-8802

Ano X | Publicação Semestral

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Estudos de
Literatura

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Filosofia

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Estética

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Outros

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A Imagem Espectral: Comunicação, Cinema e Fantasmagoria Tecnológica

Erick Felinto

Ateliê, 2008

O trabalho de Erick Felinto faz uma aparente mudança espacial, deslocando-se das Teo­rias da Comunicação para teorizar sobre os media. A Literatura de Hoffmann, Poe, Borges, Machado de Assis, Conan Doyle, entre outros, é vista como meio de comunicação voltado para as representações extracorpóreas.

Em Felinto, a Literatura, seguida pelo Cinema, e este seguido pela Televisão aportam nas aparelhagens tecnológicas da atualidade. O texto trabalha com a certeza mítica da existência do "duplo" dentro e fora do homem. Já dissera Graham Greene ser crença generalizada que todo indivíduo tem algures o seu duplo/sósia na condição de duplo-exterior, enquanto que para Stevenson o duplicado, assim como o mal para Guimarães Rosa, vige dentro do homem. Fica assente que ambos os casos, apesar de se unirem por força da duplicidade, se diferenciam pela alteridade do eu e do outro. Felinto faz desfilar as mais recentes incursões sobre o intangível, às vezes denominado alma ou espírito, e suas representações. E consegue proporcionar, uma dupla viagem a seus leitores ensandecidos com a perda de limites.

Ensaios Fundamentais

Henri Poincaré (Organização: Antonio Augusto Passos Videira / Ildeu de Castro Moreira)

Contraponto, 2008

Ainda em vida, Henri Poincaré (1854-1912) foi considerado por Bertrand Russell como “a maior figura produzida pela França nos tempos modernos”. A originalidade de suas idéias e as metodologias que inventou não apenas marcaram profundamente a matemática, a física e a astronomia, mas estão na origem de parte significativa dos atuais desenvolvimentos dessas disciplinas. Expunha suas idéias com tal brilho, elegância e clareza que terminou acolhido na Academia Francesa. Poincaré publicou cerca de quinhentos trabalhos, principalmente em mecânica celeste, física, engenharia e em todas as áreas da matemática, pura e aplicada. Foi membro de 35 sociedades científicas de todo o mundo e doutor honoris causa de diversas universidades. Recebeu inúmeros prêmios. Ensaios Fundamentais, que as editoras Contraponto e PUC-RJ agora publicam, resulta de um trabalho de pesquisa realizado por dois historiadores da ciência, Antônio Augusto Passos Videira e Ildeu de Castro Moreira. Eles selecionaram os artigos de divulgação mais representativos, escritos por Poincaré e que foram publicados em revistas científicas. O livro, tal como o apresentamos, não existe em nenhuma outra edição, nem mesmo na França. Em “Eletricidade e óptica: as teorias de Maxwell e a teoria eletromagnética da luz”, “Luz e eletricidade segundo Maxwell e Hertz”, “As relações entre a física experimental e a física matemática” e no magistral “As idéias de Hertz sobre a mecânica”, Poincaré explora as conseqüências epistemológicas de teorias fundadoras da física moderna. Em “Os fundamentos da geometria”, discute a obra seminal de Hilbert, defendendo o ponto de vista intuicionista, contra uma descrição puramente lógica das teorias. No texto sobre “O problema dos três corpos”, apresenta uma versão simplificada de sua famosa solução para o problema da estabilidade do sistema solar. Em “As formas de equilíbrio de uma massa fluida em rotação” aparecem novos métodos em mecânica, que influenciaram grandemente o estudo da dinâmica e do equilíbrio dos planetas e de seus anéis, ampliando a noção de sistema dinâmico. Em “A dinâmica do elétron”, Poincaré apresenta interpretações profundas das transformações de Lorentz e propõe a noção de “tempo local”, antecipando-se mais uma vez à Teoria da Relatividade, que seria formulada depois por Einstein. Em “A hipótese dos quanta”, percebe de forma pioneira as tremendas conseqüências que viriam da quebra do paradigma da continuidade nas leis físicas, o que desembocaria na criação da mecânica quântica. Em “As relações entre a matéria e o éter”, debate as conseqüências da demonstração, por Jean Perrin, da realidade dos átomos. O livro termina com uma jóia rara, “As ciências e as humanidades”, uma reflexão sobre o valor da formação humanística para o cientista. Como diz o título do livro, são Ensaios Fundamentais. De Henri Poincaré, a Contraponto já publicou O valor da ciência, em terceira reimpressão.

César Benjamin

Henrique Morize e o ideal de ciência pura na república velha

Antonio Augusto Passos Videira

FGV, 2003

Os que fazem a história é uma coleção mutidisciplinar que tem como objetivo acompanhar a trajetória de um personagem, sem apologia ou exaltação, sem fantasias e mitificações e, sim, construindo a narração de uma história consagrada a uma personalidade vista por um historiador ou cientista social. No volume, a trajetória de Henrique Morize, apontado como o pai da física experimental, em 1930, é analisada pelo autor que investiga se verdadeira ou falsa essa afirmação, buscando saber quem foi Henrique Morize e o que ele fez no campo da ciência no Brasil.

As descobertas astronômicas de Galileu Galilei

Antonio Augusto Passos Videira

Vieira & Lent, 2009

Em 1609, fruto de uma corajosa e ousada decisão, Galileu aponta a recém descoberta luneta telescópica para os céus. Ao perceber as novas possibilidades de estudo que a luneta oferecia, ele decidiu trabalhar com o propósito de comprovar a veracidade do sistema copernicano, que afirmava que a Terra girava em torno do Sol. Esse gesto, simples para os nossos dias, contribuiu para inaugurar uma nova era para a humanidade. A visão de mundo construída ao longo de séculos começava a ser substituída por uma nova imagem da natureza, na qual o homem não mais ocupava o centro físico do universo. A natureza, segundo Galileu, é laica, objetiva, indiferente aos desejos dos seres humanos, distante, precisa e matemática. Por seu pensamento, Galileu foi condenado pela Igreja em 1632 e somente absolvido em 1992, mais de três séculos depois.

 

 

 

Editor | Eduardo Guerreiro B. Losso
Contatos | revistapontodoc@gmail.com