|
|
ISSN 1982-8802 |
|
Ano X | Publicação Semestral |
|
|
|
||||||||||||
|
.doc recomenda! |
|||||||||||||
|
|||||||||||||
|
|
Noiva Renato Rezende Azougue, 2008 Noiva é a seqüência inevitável (mas ainda assim surpreendente) do que o autor já roçava explorar em Ímpar (publicado em 2005 e ganhador do Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Biblioteca Nacional). Trata-se de um texto que não se resolve entre prosa, poesia, diário, depoimento, ou qualquer outra modalidade literária. A sua poesia é, entre outras coisas, o registro de uma vivência meditativa desconcertante e a tentativa de viver no limite da perplexidade entre ser e não-ser. Noiva é um livro extremamente contemporâneo. Nas palavras de Eduardo Guerreiro: “O livro se define por uma palavra que usou: ‘estilhaços’. Clarice dizia que não se preocupava em escrever literatura, por isso escrevia simples, mas conseguiu a tão difícil intensidade da mais genuína literatura no âmago da simplicidade. Noiva chega a ser, num certo sentido, mais radical: assimila erros gramaticais da língua falada, abreviaturas da escrita informal ("pq") com o claro objetivo de se distanciar da linguagem, claro que sempre por meio da linguagem. Ao contrário do culto e do cultivo da linguagem na sua definição mais teórica em voga hoje, o que interessa é a perda da linguagem, sacrificando por isso qualquer rastro de artesanato e cuidado da escrita para ganhar a experiência. Armando Freitas Filho, por exemplo, luta com a linguagem até o fim, possui uma escrita plena de conflito entre o cuidado extremo e o descontrole, ao contrário do relaxamento da geração marginal. Renato Rezende seria uma alteridade ainda não imaginada dos dois (Armando e geração marginal): desespero e desejo extremo da experiência de abandono total da linguagem por meio do ‘descuido calculado’ com a mesma, da destruição da linguagem do eu e do eu da linguagem, trata-se de um verdadeiro descuido ascético, lá onde se dá a ascese propriamente dita: na cotidianidade diária, no desenrolar do tempo vivido.” |
||||||||||||
|
|
Retrato desnatural: Diários - 2004 a 2007 Evando Nascimento Record, 2008 Para que escrever livros numa época de cultura digital? Esta sutil e persistente questão é colocada neste livro extremamente original. Jogando com diversos gêneros, a história começa sob aparência de poema, no ano de 2004. Seguem-se relatos, registros de conversas, anotações, crônicas, e-mails e curtos ensaios, que mostram a perplexidade reinante neste novo cenário globalizado. |
||||||||||||
|
|
Adoro odiar meu professor: o aluno entre a ironia e o sarcasmo pedagógico Antônio Alvaro Soares Zuin Autores Associados, 2008 O desenvolvimento da informática possibilita aos jovens um campo novo para extravasar a hostilidade tantas vezes existente entre alunos e mestres. Jamais os alunos ressentidos ou críticos tiveram um território – no caso, o Orkut – tão acolhedor para a exposição da violência que nasce nas salas de aula. Eis a problemática investigada por um método que integra visões e análises diacrônicas e sincrônicas, pois este estudo inicia-se com Sócrates e Platão, prossegue com o Emílio, de Rousseau, e com a Didática Magna, de Comênio, para recorrer, por fim, a Nietzsche, Freud e Theodor W. Adorno. A ironia delicada e amorosa vai, através dos séculos, tornando-se agressivo sarcasmo. Essa realidade, que nasce nas escolas e se espalha pelo espaço cibernético, exige estudos. E este livro inicia com propriedade uma temática que se impõe aos que se interessam pela formação dos seres humanos. Newton Ramos-de-Oliveira |
||||||||||||
|
Editor
|
Eduardo Guerreiro B. Losso
|
Contatos
|
revistapontodoc@gmail.com
|