ISSN 1982-8802

Ano X | Publicação Semestral

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Lançamentos

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Estudos de Mística e
Filosofia da Religião

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Prosa e Poesia
Contemporâneas

1  2

Estudos de
Literatura

1  2  3  4  5  6  7

Filosofia

1

Estética

1

Outros

1

Corpos-letrados, Corpos-viajantes

Luiz Edmundo Bouças Coutinho e Flora de Paoli Faria (orgs.)

Confraria do Vento, 2007

Sob os signos letrados das viagens dos corpos, ou dos corpos das viagens, perpassam-se os dezenove ensaios desta coletânea, que tematizam a Belle Époque brasileira nos seus diálogos cosmopolitas e transnacionais, onde os corpos viajantes – do escritor e da escritura – encerram a única fronteira. Os textos deste volume constituem já o quarto livro resultante das pesquisas dos grupos Ressonâncias do Decadentismo na Belle Époque Brasileira e Estéticas de Fim-de-século, originalmente apresentados em dois colóquios homônimos no auditório da Fundação Biblioteca Nacional, em 2006.

Ambos os grupos têm como proposta nuclear de seus projetos o estudo dos recursos estéticos que – marcadores da “presença” de J.-K. Huysmans, Oscar Wilde e Gabriele D'Annunzio, no contexto cultural brasileiro das primeiras décadas do século XX – configuraram a produção de escritores como João do Rio (Paulo Barreto), Elysio de Carvalho, Gonzaga Duque, Afrânio Peixoto, Medeiros e Albuquerque, entre outros. Mediante o ajuste de diversas aferições críticas, têm procurado fortalecer um enfoque teórico interdisciplinar, aplicado à análise das modalidades de representação que – no cenário do chamado Pré-modernismo brasileiro – protocolaram o repasse do Decadentismo em combinações com o movimento do Art Nouveau.

Revista Terceira Margem - Tese: poesia

Organizada por Vera Lins

Edição nº 15, ano X - Julho-Dezembro 2006

Em 2003 foi organizada na Faculdade UFRJ uma série de encontros com o nome Tese: Poesia, que tinha como alvo tirar teses e dissertações sobre poesia das prateleiras e trazê-las para discussão.

Os encontros foram abertos com uma discussão sobre revistas de poesia, da qual participaram a professora Cinda Gonda, de Literatura Portuguesa e os editores de revistas como a Inimigo Rumor, Carlito Azevedo; Azougue, Sérgio Cohn, e ainda .Doc, André Luiz Pinto, e Sebastião.

Os demais encontros traziam o autor da tese ou dissertação, que a apresentava com um debatedor, intermediando a discussão com o público; ou vários autores que tinham o mesmo tema – um poeta em comum e apresentavam visões diferentes, aspectos variados do seu objeto em questão.

Foram encontros animadíssimos, com boas discussões que se estenderam de questões culturais e históricas ao papel da universidade e da teoria. Ficamos apenas com quatro que foram transcritos nesta edição da Revista Terceira Margem.

Revista Terceira Margem - Homenagem a Philippe Lacoue-Labarthe 1940-2007

Organizada por João Camillo Penna

Edição nº 17, ano XI - Julho-Dezembro 2007

O número 17 de A Terceira Margem é uma homenagem ao fi lósofo francês Philippe Lacoue-Labarthe, falecido em 27 de janeiro de 2007. O obituário do Libération, publicado poucos dias após a sua morte, se iniciava da seguinte forma: “Philippe Lacoue-Labarthe morreu de insufi ciência respiratória na noite de sábado para domingo, no Hospital Saint Louis em Paris. Filósofo, germanista, tradutor e homem de teatro, professor de estética na Universidade de Strasbourg, ele tinha 67 anos.” As quatro seções do presente número de A Terceira Margem compõem um quadro bastante amplo de contribuições sobre, de, e em torno da sua obra. A seção “À memória de” se inicia com o último texto de Lacoue-Labarthe, que publicamos em edição bilíngüe, mantendo a sua forma inacabada e suspensiva. O fragmento – poderíamos chamá-lo assim – foi escrito em sua última estada no hospital, poucos dias antes de sua morte. Relata os dois “episódios” de coma sofridos por ele ao longo do período de sua luta com os desdobramentos de um enfi - sema pulmonar. Conforme conta Claire Nancy, ele lia em seus últimos dias de vida Lazare, de André Malraux, obra autobiográfi ca que narra a internação de Malraux na Salpetrière, com óbvias ressonâncias com a situação de Lacoue-Labarthe. Nas duas ocasiões de seus comas ele fora “ressuscitado” – é o termo médico – em um domingo. “Melhor do que aquele outro cara”, ele teria dito a Claire Nancy com humor.

Samuel Rawet: fortuna crítica em jornais e revistas

Francisco Venceslau dos Santos (org.)

Caetés, 2008

O projeto recolheu a maior parte dos textos sobre o contista Samuel Rawet, dispersos em jornais e revistas no período que vai de 1956, data da estréia do autor com Contos do imigrante, até 1984, ocasião de sua morte, em Sobradinho, Brasília.

As matérias escritas por companheiros de jornais, críticos literários, primeiramente para jornais e revistas, conforme depoimento de Renard Perez ao organizador, articulam o vínculo imprensa literária/escritor, prática comum nos anos de 1950 a 1970, mesmo porque a maioria destes intelectuais não pertencia à universidade, e atuava com força no campo literário.

A publicação reúne também produções que fazem referências ao período 1956-1984, a partir de uma perspectiva mais contemporânea. Critérios de escolha das matérias: publicação em jornais e revistas, pertencimento ao campo das afinidades eletivas do autor, experiência na área de estudos de historiografia literária, alguns no âmbito do moderno sentido de acervo, e análise crítica do período delimitado (1956-1984), para o projeto da edição.

O livro desenha, nos quatro capítulos, a fisionomia intelectual das décadas, na medida em que as questões postas em relação ao ficcionista/engenheiro remetem também aos problemas colocados pela historiografia literária. Por exemplo, de 1956-1960, aparecem os impasses de comunicação do escritor com o público, seu trânsito entre os espaços social e privado, o espanto diante da emergência de novas formas literárias, o pertencimento do “estrangeiro” à cultura brasileira. E aponta a presença dos jovens da Revista Branca, representantes do novo moderno dos anos 1950.

 

Editor | Eduardo Guerreiro B. Losso
Contatos | revistapontodoc@gmail.com