Revista.doc

Ano VIII | nº 4 | Julho/Dezembro 2007 | Publicação Semestral

Armando Freitas Filho

Nasceu no Rio de Janeiro em 1940. Ele é poeta édito já há 43 anos, publicou aproximadamente 20 livros, entre eles, Palavra, 1963; De corpo presente, 1975; 3x4, 1985; Fio Terra, 2000; Máquina de escrever (obra reunida até então), 2003. Recebeu o prêmio Jabuti em 1986 com o livro 3x4 e o prêmio Alphonsus de Guimaraens da Biblioteca Nacional em 2000. Participou de várias antologias estrangeiras e tem poemas traduzidos em várias línguas, entre elas, francês, por Serge Bourjea (Anthologie de la nouvelle poésie brésilienne. Paris: L´Harmattan, 1988); alemão, por Ingrid Schwamborn (Brasilien. Land der Extreme. Dortmund: Haremberg, 1990) e Friedrich Frosch (Manuskripte. Graz: Forum Stadtpark A8010, 1993); inglês por David Treece e Mike Gonzalez (The gathering of voices – The twentieth-century poetry of Latin America. London/New York: Verso, 1992), e David Treece (Modern poetry in translation. New series/n.6/ Winter, 1994-5). Sua obra foi estudada e apreciada com entusiasmo por grande parte da crítica especializada, destacando-se nomes como Luiz Costa Lima, José Guilherme Merquior, Silviano Santiago, Flora Süssekind, José Miguel Wisnik, Sebastião Uchoa Leite, Vera Lins, João Camillo Penna, Viviana Bosi, entre outros, e foi objeto único da dissertação de Eduardo Guerreiro B. Losso, Travessia cega de um desejo incurável. A experiência sublime na obra de Armando Freitas Filho. Rio de Janeiro: UFRJ, 2002. É considerado um dos maiores poetas vivos latino-americanos da atualidade. Recomendação da Revista.doc: leia uma entrevista em espanhol com Armando Freitas Filho:

http://www.zapatosrojos.com.ar/Review/Armando%20Freitas%20Filho.htm

Armando Freitas Filho wurde 1940 in Rio de Janeiro geboren und veröffentlichte in mehr als vierzig Jahren schriftstellerischer Tätigkeit etwa zwanzig Lyrik-Bände. Von diesen seien genannt: Palavra, 1963 (Wort); De corpo presente, 1975 (Bei anwesendem Leib); 3x4, 1985 (Passbild); Fio Terra, 2000 (Erdung); Máquina de escrever (obra reunida até então) (Schreibmaschine; vorläufige Gesamtausgabe), 2003. Erhielt 1986 für 3x4 den Jabuti-Preis für Lyrik und 2000 den Alphonsus de Guimaraens-Preis der Nationalbibliothek von Rio de Janeiro. Ist mit seinen Gedichten in verschiedenen Anthologien brasilianischer Lyrik vertreten, seine Werke wurden in mehrere Sprachen übersetzt, so etwa ins Französische (in: Serge Bourjea: Anthologie de la nouvelle poésie brésilienne. Paris: L´Harmattan, 1988); ins Deutsche (durch Ingrid Schwamborn, in dies.: Brasilien. Land der Extreme. Dortmund: Haremberg, 1990); Friedrich Frosch, in: Manuskripte. Graz: Forum Stadtpark, 1993) und ders., in: Ellen Spielmann (Hg.): Reisende Diebe. Brasilianische Gedichte 1970-1990, München: Kirchheim, 2001); ins Englische (in: David Treece / Mike Gonzalez: The Gathering of Voices – The Twentieth-Century Poetry of Latin America. London/New York: Verso, 1992, sowie David Treece in: Modern poetry in translation. New series/n.6/ Winter, 1994-5). Zahlreiche bedeutende brasilianische Literaturkritiker wie Luiz Costa Lima, José Guilherme Merquior, Silviano Santiago, Flora Süssekind, José Miguel Wisnik, Sebastião Uchoa Leite, Vera Lins, João Camillo Penna oder Viviana Bosi untersuchten und würdigten Armando Freitas Filhos Werk; Eduardo Guerreiro B. Losso widmete ihm eine Master-Dissertation. Diese Monographie trägt den Titel: Travessia cega de um desejo incurável. A experiência sublime na obra de Armando Freitas Filho. (Blinde Überfahrt eines unstillbaren Wunsches. Die Erfahrung des Erhabenen im Werk von Armando Freitas Filho), Rio de Janeiro: UFRJ, 2002. Der Autor gilt als einer der größten lebenden Dichter Lateinamerikas. Zeitschrift .doc empfiehlt die Lektüre eines auf Spanisch geführten Interviews mit Armando Freitas Filho:

http://www.zapatosrojos.com.ar/Review/Armando%20Freitas%20Filho.htm

TENTATIVA NO COMPUTADOR MARCA OLHO

Qualquer coisa te fere

até o amor que entra nítido

em alto e bom som

e se programa num acesso

com a garra toda nos cabelos

ardendo e irradiando a guerra

das paixões violetas

que deixam marcas sem perfume

nos corpos de unha e carne

quase encravados, incompatíveis

em matéria, propósito, processo

mas tão próximos

(por uma questão de pele)

chegando a arrancar sangue.

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